Resenha: Maze Runner – A Cura Mortal (James Dashner)

Maze Runner - A Cura Mortal

Sinopse:

Por trás de uma possibilidade de cura para o Fulgor, Thomas irá descobrir um plano maior, elaborado pelo CRUEL, que poderá trazer consequências desastrosas para a humanidade. Ele decide, então, entregar-se ao Experimento final. A organização garante que não há mais nada para esconder. Mas será possível acreditar no CRUEL? Talvez a verdade seja ainda mais terrível… uma solução mortal, sem retorno.

 

O que eu achei:

Estou aqui refletindo se James Dashner merece meu amor e minha resenha.

Depois que terminei Jogos Vorazes fiquei bem carente de uma saga jovem distópica. Eu precisava achar alguma coisa que me fizesse feliz de novo como Katniss havia feito. Então eu cai de cabeça em leituras como Divergente, que não funcionou desde o primeiro livro (para ler as resenhas de Divergente, Insurgente e Convergente é só clicar nos respectivos) e Maze Runner que, apesar das inúmeras críticas na época do lançamento, me conquistou bem rápido.

A história de Thomas e seus amigos sobreviventes ao labirinto realmente me deixou ansiosa por um desfecho grandioso, eu não sei exatamente o que esperava encontrar no último livro, mas o que estava lá não foi nem de perto o que eu imaginei.

Aliás, último livro…risos.

Eu acreditava que o quarto livro é que teria o desfecho da história e não esse terceiro, no caso. Então quando muitas coisas começaram a acontecer (ou como eu gosto de dizer neste caso em específico “a desandar”) e eu percebi que o quarto livro, Extermínio Total, na verdade conta o que aconteceu ANTES do labirinto e o final da história era aquele mesmo, pensei: bom, aqui está um belo jeito de tornar uma história foda em nada.

Maze Runner - A Cura Mortal

Não é que o livro/história seja ruim, é só que…desandou.

Eu já disse anteriormente que não fui muito com a cara da Teresa e nesse livro ela se torna ainda mais difícil de entender. Eu simplesmente não conseguia acompanhar qual era a dessa menina. “Eles são os inimigos”, “eles não são os inimigos”, “eu não quero me lembrar”, “eu quero me lembrar”. Começou a rolar um bololo de informação e eu não sabia mais definir que diferença fazia para eles se lembrar ou não do passado.

Finalmente o Thomas decide tomar umas iniciativas por conta própria, o que é ótimo, mas não nos leva a lugares muito positivos, porém nota-se um amadurecimento do personagem, o que é um grande avanço em relação aos demais.

Mas vamos tentar falar sobre o que mais incomodou os leitores, sem soltar spoilers? Vamos. Qual o objetivo das mortes se não o de: meu deus preciso matar alguns personagens, deusmelivre toda essa aventura para chegarem todos vivos no fim.

Eu posso aceitar uma morte. Uma morte. Eu entendo, vejo um propósito, nem que seja para influenciar nas atitudes de um outro personagem, mas… as mortes… Dashner, me explica amigo! Estou tentando te defender!

Maze Runner - A Cura Mortal

A aventura em si, apesar de ser fora do labirinto, é um grande labirinto! Thomas fica dando voltas tentando solucionar um problema que ele nem ao menos entende direito. Ele não quer ser dominado pelo CRUEL e isso o leva a estabelecer alianças com personagens suspeitos.

Tirando aquela sensação de “opa opa… parece que apressaram o autor para entregar o fim dessa história”, a narrativa do Dashner continua naquele ritmo acelerado e cheio de reviravoltas, e esse é, desde o primeiro livro, o motivo pelo qual amo a trilogia criada por ele. É normal, dizem, a gente esperar demais do último livro de uma saga que você acompanha e cria tantas expectativas em cima.

Mas o final sessão da tarde foi de pesar o coração. Esse livro arruinou minha Maratona Literária de Inverno, eu fiquei numa bad tão grande que não conseguia ir para o próximo. É horrível ter de dizer isso, e eu não quero te dissuadir de ler a história do Dashner, nem nada, mas eu realmente acredito que a história poderia ter um final muito mais legal. Qual? Se eu falar e for o que você acredita ser a real, isso estragaria tudo 😉

Maze Runner - A Cura Mortal

Estou reunindo forças para ler o quarto livro, aquele “Extermínio Total” que conta o que aconteceu antes do primeiro labirinto. Talvez seja ele o responsável por me reconciliar com o autor e com essa história, mas por enquanto, Dashner e eu continuamos rompidos.

Alguém tem algum outro título do autor para me indicar e ajudar a restabelecer esse relacionamento que foi lindo durante tanto tempo?

 

Nota: 4/5
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Saga Maze Runner


2 comentários sobre “Resenha: Maze Runner – A Cura Mortal (James Dashner)

  1. O Gustavo, meu marido, ganhou esse box com todos os livros e estava pensando em começar a ler. Bem, até agora, né? Acho que vou colocar uns outros títulos na frente e esperar a resenha do Extermínio Total pra dar uma animada =P

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